Prática comum no manejo fitossanitário, combinação de produtos demanda cuidados para evitar perdas e garantir qualidade da aplicação

A técnica de aplicação: misturas de tanque é uma prática recorrente na cafeicultura e começa muito antes do pulverizador entrar em campo.
No receituário agronômico, a combinação de moléculas é comum, porém exige atenção redobrada. Quanto maior o número de produtos envolvidos, maior a complexidade da calda e, consequentemente, o risco de incompatibilidades que podem comprometer a eficiência da aplicação.
Nesse sentido, a Cooxupé preparou um vídeo para explicar sobre a técnica de aplicação e orientar os produtores quanto às boas práticas na preparação de mistura de tanque, com foco na segurança, eficiência e melhor desempenho das lavouras.
Técnica de aplicação: misturas de tanque exige planejamento e controle
De acordo com o departamento técnico da Cooxupé, a pulverização é uma das etapas que mais impactam nos custos da produção cafeeira.
Por isso, o cuidado com todo o processo, desde a escolha dos produtos até a aplicação, é fundamental para garantir bons resultados na lavoura.
“A pulverização é uma das atividades que mais impactam no custo de operação da produção cafeeira.
Por esse motivo, o cuidado com esse processo é extremamente importante”, explica Rodrigo M. Albano Silva, do departamento técnico da Cooxupé.
Segundo o especialista, a qualidade da aplicação está diretamente ligada à tecnologia empregada e à correta combinação dos produtos.
“Um erro dentro dessa cadeia pode afetar diretamente o resultado, não só da pulverização, mas também da produtividade na colheita.
Por isso, alguns passos simples podem trazer mais segurança ao processo”, destaca.
Teste de garrafa evita prejuízos e garante compatibilidade
Entre as práticas recomendadas, o teste de garrafa se destaca como uma ferramenta simples e eficiente para avaliar a compatibilidade das misturas antes da aplicação em larga escala.
“Todo mundo já ouviu falar, mas poucas pessoas executam. O teste de garrafa é determinante para identificar possíveis reações químicas ou físicas nas misturas.
Se der problema em 400 litros, a perda é muito maior. Em um litro, conseguimos prever e controlar melhor”, orienta Rodrigo.
O procedimento também permite identificar qual produto pode estar causando incompatibilidade, especialmente em misturas mais complexas.
Sinais como formação de grumos, sedimentação, espuma ou separação de fases indicam que a combinação não deve ser utilizada. Além disso, é essencial utilizar a mesma água que será empregada na pulverização e, em caso de dúvida, consultar novamente o agrônomo responsável.
Tecnologia contribui para simplificar o manejo
A linha Kafé, desenvolvida pela Cooxupé, surge como alternativa para facilitar a técnica de aplicação, reunindo em uma única formulação aminoácidos, bioestimulantes, extrato de algas e composto nutricional, o que reduz a necessidade de múltiplas misturas no tanque.
Na prática, os benefícios já são percebidos no campo.
O cooperado Carlos Eduardo de Oliveira, de Guaranésia (MG), destaca a importância do preparo correto da calda para o desempenho da lavoura.
“A importância de fazer a mistura correta está na uniformidade da aplicação, no rendimento e na qualidade do trabalho.
Se não houver um bom preparo, há desperdício de produto e problemas na operação”, afirma.
Ele também ressalta os resultados obtidos com o uso da tecnologia. “Já venho utilizando a linha Kafé desde o ano passado.
A facilidade de aplicação, por estar tudo em uma única embalagem, ajuda muito. Tivemos uma peneira melhor e uma vegetação mais uniforme. Os resultados têm sido positivos”, conclui o cooperado.
Por Hub do Café
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