Exportações de café cresceram 3,6% em maio, para 3,1 milhões de sacas

Exportações brasileiras de café crescem em maio País embarca 3,1 milhões de sacas no mês impulsionado pelos cafés canéforas, enquanto o setor projeta forte expansão no segundo semestre com o avanço da nova safra 🏠 O mercado internacional de commodities apresenta sinais de reação e traz reflexos diretos para a economia agropecuária de Monte Santo de Minas e região. Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as exportações nacionais somaram 3,089 milhões de sacas em maio de 2026, consolidando uma alta de 3,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo do mês reflete o início do escoamento dos grãos colhidos em 2026, com destaque para a espécie canéfora. No entanto, os gargalos logísticos nos portos brasileiros e o encarecimento dos fretes marítimos gerados por tensões no Oriente Médio ainda desafiam o setor, que mantém excelentes projeções para o segundo semestre devido ao clima favorável no cinturão cafeeiro. #JFPNoticias #MonteSantodeMinas #Noticias #ExportaçãoCafé #Cecafé #MercadoInternacional #Safra2026 #Cafeicultura #Agronegócio #PortoDeSantos

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Receita atingiu US$ 5,5 bilhões nos cinco primeiros meses, um recuo de 14,6% frente ao ano anterior

As exportações brasileiras de café somaram 3,089 milhões de sacas de 60 quilos em maio, volume 3,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Em receita, houve queda de 16% no mesmo intervalo, para US$ 1,05 bilhão, de acordo com relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Com a performance de maio, as exportações de café do Brasil saltaram para 35,373 milhões de sacas nos 11 primeiros meses do ano safra 2025/2026, gerando US$ 13,612 bilhões ao país.

Esses montantes representam quedas de 17,7% em volume e de 0,7% em receita na comparação com o registrado de julho de 2024 a maio de 2025.

Ano Civil

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o Brasil exportou 14,745 milhões de sacas de café, o que significa um declínio de 12,4% na comparação com os 16,825 milhões aferidos entre janeiro e maio do ano passado.

Os ingressos com as exportações somaram US$ 5,552 bilhões no período, situando-se 14,6% aquém dos US$ 6,498 bilhões apurados no primeiro quinquemestre de 2025.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, anota que o desempenho está dentro do previsto diante do cenário atual de mercado, com a transição da entressafra para a chegada da nova colheita.

“A leve alta em maio reflete a entrada de cafés colhidos já neste ano, principalmente os canéforas, que são nossos conilon e robusta, movimento que deveremos observar com os arábicas a partir dos próximos meses também.

Porém, no acumulado de 2026, a queda é reflexo de uma safra menor e de exportações volumosas registradas no ano passado”, explica.

Para os próximos meses, com a expectativa de colheita recorde no Brasil, ele acredita que o país deve elevar os níveis de café a serem remetidos ao exterior.

“O clima foi favorável na maior parte do cinturão cafeeiro e isso possibilitou uma safra com excelente qualidade, produtividade elevada e, consequentemente, bom volume.

Em condições normais de temperatura e pressão, passaremos a observar crescimento dos embarques, principalmente no segundo semestre”, projeta.

Ferreira pondera, contudo, que as tensões geopolíticas, a defasagem logística portuária no Brasil e as incertezas quanto à política comercial dos Estados Unidos podem ser entraves ao setor.

“A guerra no Oriente Médio tem encarecido fretes marítimos aos importadores de nossos cafés, assim como a falta de infraestrutura nos portos brasileiros vem gerando prejuízos milionários aos exportadores e atrasado embarques.

Além disso, as constantes idas e vindas das questões tarifárias do governo norte-americano geram dúvidas e acabam por retardar os negócios com os parceiros dos EUA, que aguardam uma definição para retomar suas aquisições em um ritmo normal”, conclui.

Principais destinos

A Alemanha é o principal importador dos cafés do Brasil no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, com a aquisição de 1,911 milhão de sacas, montante que representa 13% dos embarques totais do país no período, apesar de implicar recuo de 10% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Os EUA aparecem na sequência, com 1,771 milhão de sacas 12% do total, o que gera um recuo de 38,4% ante os cinco primeiros meses do ano passado.
Fechando o top 5, vêm Itália, com 1,420 milhão de sacas e alta de 3,2%; Bélgica, com 917.385 sacas e incremento de 13%; e Japão, com 734.591 sacas e queda de 32,6%.

Tipos de café

O café arábica, com 11,126 milhões de sacas, permanece como o mais exportado pelo Brasil entre janeiro e maio de 2026.

Esse montante equivale a 75,5% do total, mesmo aferindo queda de 21,3% frente ao primeiro quinquemestre do ano passado.

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência, com o embarque de 1,891 milhão de sacas (12,8% do total), apresentando substancial crescimento de 86,5% ante o remetido ao exterior nos cinco primeiros meses de 2025.

O segmento do café solúvel, com 1,707 milhão de sacas (11,6% do geral) e o setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 20.714 sacas (0,1%) completam a lista.

Cafés diferenciados

Os cafés que possuem qualidade superior, certificados de práticas sustentáveis e/ou especiais responderam por 17,6% das exportações totais brasileiras de janeiro ao fim de maio de 2026, com o envio de 2,590 milhões de sacas ao exterior, volume que representa recuo de 30,1% ante o registrado no mesmo intervalo de 2025.

A um preço médio de US$ 434,01 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 1,124 bilhão, o que corresponde a 20,2% do obtido com todos os embarques de café no primeiro quinquemestre de 2026. No comparativo anual, o valor é 31,1% inferior ao apurado entre janeiro e maio do ano passado.

A Alemanha lidera o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 327.883 sacas, o equivalente a 12,7% do total desse tipo de produto exportado.

Fechando o top 5, aparecem EUA, com 308.435 sacas e representatividade de 11,9%; Itália, com 286.916 sacas (11,1%); Bélgica, com 275.433 sacas (10,6%); e Holanda (Países Baixos), com 156.366 sacas (6%).

Portos

O Porto de Santos é o principal exportador dos cafés do Brasil no primeiro quinquemestre de 2026, com 10,728 milhões de sacas e representatividade de 72,8% no total.

Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 23,2% dos embarques ao remeter 3,419 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Paranaguá (PR), que embarcou 166.524 sacas e teve representatividade de 1,1%.

Por Hub do Café

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Exportações de café sobem

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