Colheita e pós-colheita definem qualidade e valor do café brasileiro

Colheita e pós-colheita definem lucro em Monte Santo de Minas Especialistas alertam que erros simples no manejo dos frutos podem comprometer todo o investimento da safra e reduzir o valor de mercado do café 🏠 Com a proximidade da safra, os produtores de Monte Santo de Minas e região devem redobrar a atenção às etapas de colheita e pós-colheita, momentos em que o padrão final do grão é decidido. De acordo com a illycaffè, manter menos de 5% de frutos verdes e evitar o amontoamento do café recém-colhido são regras de ouro para prevenir fermentações indesejadas que destroem a qualidade da bebida. A agilidade no processo é vital: lavar, descascar e iniciar a secagem no mesmo dia garante a preservação da doçura e do corpo do café. Em um mercado cada vez mais exigente, seguir essas boas práticas técnicas não é apenas uma questão de capricho, mas uma estratégia financeira essencial para que o cafeicultor mineiro alcance as melhores classificações e garanta uma remuneração superior por sua produção. #JFPNoticias #MonteSantodeMinas #Noticias #Café #Agronegócio #Safra2026 #Qualidade #MinasGerais #DicaDoProdutor #Sustentabilidade

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Boas práticas simples podem evitar perdas e elevar o padrão dos lotes, com impacto direto na remuneração do produtor

A colheita e pós-colheita são etapas decisivas para a qualidade e o valor do café brasileiro.

Embora o desenvolvimento da lavoura seja fundamental, é nesse momento que o produtor define o padrão final do produto.

Falhas nesse processo podem comprometer todo o potencial da produção, mesmo quando o manejo agronômico foi bem executado.

Segundo Aldir Alves Teixeira, CEO da Experimental Agrícola do Brasil/illycaffè, erros operacionais simples continuam sendo um dos principais gargalos da cafeicultura.

“A presença de frutos verdes e o manejo inadequado após a colheita são fatores que impactam diretamente a qualidade da bebida e, consequentemente, o preço recebido pelo produtor”, afirma.

De acordo com o especialista, a colheita seletiva é o primeiro passo para evitar perdas. A recomendação é iniciar a operação com no máximo 5% de frutos verdes ou verdoengos.

“Colher no ponto correto de maturação é determinante.

Misturar frutos compromete o padrão do lote e reduz seu valor comercial”, explica.

Outro ponto crítico é o tempo entre a colheita e o processamento.

O acúmulo de café recém-colhido, prática ainda comum em algumas propriedades, pode desencadear fermentações indesejadas.

“Deixar o café amontoado por horas é suficiente para iniciar a deterioração da qualidade”, alerta.

Colheita e pós-colheita exigem agilidade e controle

Após a colheita, o café deve ser rapidamente encaminhado para o processamento.

A lavagem e o descascamento devem ocorrer no mesmo dia, sem a retirada da mucilagem, preservando características como corpo e doçura.

Além disso, o início imediato da secagem é essencial para manter a qualidade sensorial do grão.

“O pós-colheita é uma etapa técnica e exige disciplina operacional.

Camadas finas no terreiro, revolvimento constante e controle de umidade fazem toda a diferença no resultado”, destaca Aldir.

A recomendação é que o café seja seco até atingir cerca de 11% de umidade, garantindo estabilidade e evitando defeitos.

O manejo correto inclui, no início da secagem, o enleiramento, no período da tarde, em camadas baixas no sentido da declividade, sem nenhuma cobertura.

Só deverá ser coberto após a meia seca com lona, jamais com lençol plástico preto. O armazenamento deverá ser feito em ambiente adequado, protegido de umidade, luminosidade e variações bruscas de temperatura.

Mesmo em propriedades com diferentes níveis de investimento, o uso de tecnologias simples e boas práticas pode reduzir perdas e aumentar a eficiência.

“Não estamos falando apenas de alta tecnologia. Organização, timing e atenção aos detalhes já trazem ganhos expressivos de qualidade”, reforça.

Para mercados mais exigentes, como o de cafés especiais, esses cuidados são ainda mais determinantes.

Além da qualidade física e sensorial, aspectos como rastreabilidade e sustentabilidade ganham peso na comercialização.

Dez práticas essenciais para garantir qualidade

A illycaffè reúne recomendações técnicas consolidadas em um conjunto de boas práticas para orientar os produtores:

Iniciar a colheita com menos de 5% de frutos verdes;
Evitar amontoar o café recém-colhido;
Lavar e descascar no mesmo dia;
Encaminhar o café ao terreiro sem excesso de água;
Iniciar a secagem imediatamente, em camadas finas;
Revolver o café ao longo do dia e enleirar à tarde no sentido da declividade o terreiro;
Trabalhar com cargas homogêneas e completas no secador;
Respeitar o descanso até atingir 11% de umidade;
Armazenar em ambiente escuro, ventilado, seco e protegido;
Adotar práticas sustentáveis do ponto de vista econômico, social e ambiental.

Na avaliação de Dr. Aldir, a adoção consistente dessas práticas não apenas melhora o padrão da bebida, mas também posiciona o produtor em mercados mais valorizados.

“O principal desafio na fase de colheita e pós-colheita é seguir rigorosamente as recomendações técnicas.

A adoção de práticas corretas não só preserva a qualidade do produto final, mas também valoriza o trabalho do produtor e fortalece a cadeia produtiva”, conclui.

Aldir Alves Teixeira, CEO da Experimental Agrícola do Brasil/illycaffè (Foto: Divulgação)

Por Hub do Café

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Qualidade na colheita café

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