Cafeicultura de montanha avança com mecanização de lavouras

Cafeicultura de montanha avança com novas tecnologias e sistematização de lavouras Encontro da Cooxupé ☕ reúne mais de 150 participantes em Guaxupé para debater terraceamento, redução de custos e mecanização em terrenos declivosos. A modernização da cafeicultura em áreas declivosas ganhou impulso com a realização do 1º Encontro Técnico de Cafeicultura de Montanha, promovido pela Cooxupé em parceria com o Centro de Validação Tecnológica (CVT), em Guaxupé (MG). O evento reuniu produtores, pesquisadores e instituições como Epamig, UFLA e IFSULDEMINAS para apresentar protocolos de sistematização e terraceamento do terreno. As técnicas visam adequar topografias com até 40% de inclinação para o trânsito de máquinas e colhedoras, superando desafios como a escassez de mão de obra e os elevados custos operacionais. Além de viabilizar a mecanização no campo, a iniciativa amplia a produtividade e a rentabilidade das lavouras de montanha no Sul de Minas. #JFPNoticias #MonteSantodeMinas #Noticias #CafeiculturaDeMontanha #MecanizaçãoAgrícola #Cooxupé #Terraceamento #TecnologiaNoCampo

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Encontro da Cooxupé reuniu mais de 150 participantes em Guaxupé para discutir tecnologias, planejamento e produção em áreas declivosas

A Cooxupé promoveu, em Guaxupé (MG), o 1º Encontro Técnico de Cafeicultura de Montanha, com mais de 150 participantes.

Realizado em parceria com o Centro de Validação Tecnológica (CVT), o evento abordou planejamento, mecanização e tecnologias voltadas à produção em áreas declivosas.

O encontro reuniu cooperados, produtores rurais, equipe técnica, pesquisadores, professores, profissionais do setor e representantes de empresas ligadas à atividade.

Senar, Epamig, IBGE, UFLA, Emater e IFSULDEMINAS estiveram entre as instituições presentes.

Cafeicultura de montanha passa por processo de modernização

A programação aproximou diferentes elos envolvidos no desenvolvimento de soluções para propriedades localizadas em terrenos declivosos.

Para Mário Ferraz de Araújo, gerente de Desenvolvimento Técnico da Cooxupé, o evento representa a concretização de um projeto voltado a tornar mais acessíveis conhecimentos que ainda estão concentrados entre poucos profissionais e instituições.

“A cafeicultura de montanha passa por um processo de modernização e, para que isso aconteça, temos que disseminar essas informações.

Este primeiro encontro é um momento para começar a democratizar as tecnologias que estamos desenvolvendo junto ao Instituto Federal do Sul de Minas, por meio do CVT, aqui na Fazenda Experimental em Guaxupé”, afirma.

A iniciativa também busca aproximar o conhecimento desenvolvido nas pesquisas dos profissionais e produtores que atuam em áreas de montanha.

“É a concretização de um sonho que a gente tinha: reunir instituições de pesquisa, sob a liderança da Cooxupé, para disseminar um conhecimento que ainda está na mão de poucos”, destaca Araújo.

Pesquisa acompanha evolução do terraceamento

Um dos trabalhos apresentados durante o encontro é conduzido em uma área experimental para estudar diferentes etapas da implantação e do terraceamento.

A proposta é construir um protocolo que possa orientar o cafeicultor na condução mais eficiente das propriedades de montanha.

Felipe Campos Figueiredo, coordenador do CVT, explica que a área já passou pela sistematização e padronização do terreno, incluindo a retirada de algumas moitas de pedras, suavização do microrrelevo, marcação das linhas e plantio.

“Estamos construindo um protocolo para que o produtor, futuramente, possa ter uma noção de como começar e dar continuidade a uma cafeicultura de montanha eficiente, valorizando a terra e a produção e aumentando a produtividade em áreas que hoje são consideradas marginais, mas que têm muita fertilidade e podem apresentar uma produtividade muito boa para o café”, ressalta.

O acompanhamento será feito de forma gradual.

A intenção é terracear 30% da área na primeira etapa, outros 30% no ano seguinte e mais 30% no terceiro ano.

Os 10% restantes serão mantidos sem terraceamento como testemunha, com o objetivo de comparar os resultados e avaliar qual é o melhor momento para iniciar a intervenção.

“A intenção é que cada etapa desse processo de evolução do terraceamento e de otimização do café de montanha possa ser apresentada em eventos como este.

Assim, conseguimos acompanhar esse desenvolvimento ao longo do tempo”, afirma Figueiredo.

Terraceamento abre caminho para a mecanização

A sistematização das áreas de montanha pode trazer reflexos para a gestão da propriedade

A adequação do terreno é um dos pontos fundamentais para viabilizar o uso de máquinas em locais onde a declividade limita as operações.

De acordo com André Reis, engenheiro agrônomo da Makreis, o terraceamento busca criar condições para o trânsito de equipamentos em áreas onde isso não seria possível originalmente.

“A finalidade principal do terraceamento é a mecanização.

Trabalhamos em topografias de 40%, onde não conseguimos passar com trator ou colhedora, e fazemos os platôs entre as ruas para permitir a entrada das máquinas.

Mas precisamos seguir diversos critérios para construir de forma correta e ter sucesso nessa etapa”, detalha.

A solução também está relacionada a dois desafios apontados pelo engenheiro agrônomo: disponibilidade de mão de obra e custos de produção.

“Hoje, a dificuldade da cafeicultura de montanha passa pela mão de obra e pelo alto custo.

Com essas padronizações e a construção dos terraços, conseguimos buscar melhores condições para essa produção”, afirma Reis.

Tecnologia pode contribuir para eficiência nas propriedades

Além de criar novas possibilidades operacionais, a sistematização das áreas de montanha pode trazer reflexos para a gestão da propriedade.

Para Osvaldo Bachião Filho, vice-presidente da Cooxupé, o projeto apresenta possibilidades relacionadas à redução de custos, ao desempenho operacional e à produtividade.

“É muito importante discutir operações dentro da propriedade que tragam oportunidades de economia.

Esse projeto de sistematização da montanha para o plantio e a implantação da lavoura de café traz a possibilidade de redução significativa de custos, de um resultado operacional melhor e, principalmente, de aumento do potencial de produtividade”, reitera.

Segundo ele, compartilhar esse conhecimento com os técnicos é um caminho para que as tecnologias e possibilidades relacionadas à mecanização de montanha cheguem aos cooperados.

“O que estamos tentando fazer é semear esse conhecimento entre os técnicos para que eles consigam apresentar aos nossos cooperados as possibilidades de cada propriedade e, ao longo dos anos, buscar o que há de mais tecnológico do ponto de vista da mecanização de montanha”, conclui o vice-presidente.

A seguir, confira o novo episódio do Cooxupé em Foco e saiba mais sobre o 1º Encontro Técnico de Cafeicultura de Montanha.

Por Hub do Café

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Mecanização na cafeicultura montanha

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