Saiba tudo sobre o manejo de nematoides no cafeeiro

Guia definitivo sobre o manejo de nematoides no cafeeiro Pragas microscópicas desafiam a cafeicultura nacional e podem reduzir a produtividade das lavouras em até 20% 🏠 Invisíveis a olho nu, os nematoides representam um dos maiores obstáculos para a saúde do sistema radicular do café. Atacando diretamente a absorção de nutrientes, essas pragas comprometem o vigor da planta e a longevidade da produção. Especialistas da Cooxupé alertam que o manejo eficiente deve ser integrado, unindo o uso de mudas certificadas, análises de solo periódicas e o emprego estratégico de nematicidas químicos e biológicos. Além disso, a rotação de culturas com plantas não hospedeiras, como a crotalária, surge como uma alternativa sustentável para equilibrar a biologia do solo. Em um cenário onde as perdas podem ser severas, a prevenção continua sendo o investimento mais rentável para o cafeicultor que busca proteger seu patrimônio e garantir altas safras. #JFPNoticias #MonteSantodeMinas #Noticias #Cafeicultura #Nematoides #ManejoAgrícola #AgroBrasil #Produtividade #SoloSaudável #Cooxupé

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Pragas microscópicas afetam raízes, comprometem a produtividade e exigem manejo integrado desde a formação das mudas até o cafeeiro adulto

Os nematoides no cafeeiro estão entre os principais desafios fitossanitários da cafeicultura, com impactos diretos na saúde das plantas e na produtividade das lavouras.

Invisíveis a olho nu, essas pragas atacam o sistema radicular, dificultando a absorção de água e nutrientes e enfraquecendo o desenvolvimento do cafeeiro.

De acordo com Mateus Torres Miranda, do desenvolvimento técnico da Cooxupé de São Sebastião do Paraíso, as perdas associadas à ação dos nematoides podem chegar a 15% da produção mundial de café e a cerca de 20% no Brasil, dependendo do nível de infestação e do manejo adotado.

O que são os nematoides no cafeeiro e por que preocupam o produtor?

Os nematoides são organismos microscópicos que vivem no solo e se alimentam das raízes das plantas.

No cafeeiro, sua presença pode causar redução do vigor, amarelecimento das folhas, menor crescimento e queda significativa da produtividade.

“Os nematoides comprometem diretamente a absorção de água e nutrientes pelas raízes, o que reflete no desempenho da planta e na longevidade da lavoura”, explica Mateus Torres Miranda.

Principais espécies de nematoides no cafeeiro

Entre as espécies que mais afetam a cafeicultura, destacam-se:

Meloidogyne spp. (nematoide-das-galhas)
Pratylenchus spp. (nematoide-das-lesões-radiculares)
Radopholus similis
Os Meloidogyne spp. são considerados os mais relevantes do ponto de vista econômico.
A espécie Meloidogyne exigua apresenta ampla distribuição nas principais regiões produtoras, enquanto Meloidogyne incognita e Meloidogyne paranaensis, embora mais localizadas, são altamente agressivas e causam danos severos às plantas.

“Mesmo ocorrendo em áreas menores, algumas espécies são extremamente agressivas e podem inviabilizar o desenvolvimento do cafeeiro se não forem manejadas corretamente”, ressalta Mateus.

Impactos dos nematoides no cafeeiro na produtividade

A infestação por nematoides afeta diretamente o desempenho da lavoura. Estima-se que os danos provoquem redução média de 15% na produção mundial de café e até 20% no Brasil, números que reforçam a importância do monitoramento e da adoção de práticas preventivas.

Além da perda produtiva, o ataque contínuo compromete a longevidade do cafeeiro e eleva os custos de manejo ao longo do ciclo da cultura.

Como ocorre a disseminação

Os nematoides podem se espalhar de diferentes formas, o que torna o controle ainda mais desafiador. Entre os principais meios de disseminação estão:

Água de irrigação e escoamento da chuva;
Mudas contaminadas;
Máquinas e implementos agrícolas;
Trânsito de animais e pessoas na área produtiva.
Esse cenário reforça a importância de medidas preventivas desde o início da implantação da lavoura.

Manejo integrado dos nematoides

O controle eficiente dos nematoides no cafeeiro exige a combinação de diferentes estratégias ao longo do ciclo da cultura.

Prevenção e monitoramento

Uso de mudas sadias e certificadas, livres de nematoides
Análise periódica de solo e raízes, permitindo a detecção precoce e a definição de estratégias adequadas
“A prevenção é sempre o melhor caminho. Evitar a entrada dos nematoides na área reduz significativamente os riscos futuros”, orienta Mateus Torres Miranda.

Rotação de culturas

A alternância com culturas não hospedeiras, como crotalária e mucuná, contribui para a redução da população de nematoides no solo e melhora as condições biológicas da área.

Uso de nematicidas

Nematicidas químicos, aplicados conforme recomendação técnica
Nematicidas biológicos, à base de fungos e bactérias, que representam alternativas mais sustentáveis
Resistência genética
A escolha de variedades de cafeeiro com maior tolerância ou resistência aos nematoides é uma estratégia de longo prazo, apoiada pelos avanços da pesquisa genética.

Manejo cultural

Adubação equilibrada, fortalecendo o sistema radicular
Cobertura do solo, que contribui para o equilíbrio térmico e biológico do ambiente
Prevenção é a melhor estratégia

O manejo dos nematoides no cafeeiro deve ser pensado de forma integrada, combinando prevenção, monitoramento e práticas corretivas.

Embora o controle seja possível, evitar a infestação ainda é a medida mais eficiente e sustentável, garantindo maior produtividade, longevidade da lavoura e segurança ao produtor.

A adoção de boas práticas agrícolas, aliada à orientação técnica especializada, é fundamental para minimizar os impactos dessas pragas e fortalecer a cafeicultura no longo prazo.

Por Hub do Café

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Manejo nematoides no cafeeiro

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