Outubro e novembro são marcados por chuvas e temperaturas irregulares

☕🌧️ Clima Instável e Chuvas Irregulares Desafiam Cafeicultores no Final de 2025 Monitoramento da Cooxupé revela déficit hídrico e forte amplitude térmica nas regiões cafeeiras, exigindo manejo rigoroso para garantir a produtividade O monitoramento climático da Cooxupé aponta que os meses de outubro e novembro foram marcados por instabilidade. Outubro registrou chuvas abaixo da média e temperaturas baixas, enquanto novembro trouxe volumes maiores, mas mal distribuídos. Monte Santo de Minas se destacou com o maior acumulado de chuva (337,2 mm) e excedente hídrico significativo. No entanto, a alta amplitude térmica e o baixo armazenamento de água no solo em diversas regiões preocupam, pois podem afetar o metabolismo das plantas em fase de expansão dos frutos. A cooperativa recomenda o uso de plantas de cobertura e monitoramento constante de pragas para mitigar os impactos climáticos. #JFPNoticias #MonteSantodeMinas #Noticias #AgroMG #Cafe #Clima #Cooxupe #SustentabilidadeNoCampo

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Monitoramento climático da Cooxupé aponta déficit hídrico, amplitude térmica e chuvas mal distribuídas nas principais regiões cafeeiras

O clima nas principais regiões cafeeiras na área de atuação da Cooxupé foi marcado por chuvas e temperaturas irregulares nos meses de outubro e novembro.

O monitoramento climático realizado pela cooperativa mostra que outubro registrou chuvas escassas e temperaturas abaixo da média histórica, enquanto novembro apresentou volumes mais elevados de precipitação, porém de forma irregular, alternando períodos de excesso e déficit hídrico.

Chuvas e temperaturas irregulares marcam o mês de outubro

No mês de outubro, as chuvas ocorreram de forma irregular em todos os municípios monitorados na área de atuação da Cooxupé, com volumes abaixo da média histórica, especialmente no Cerrado Mineiro.

O maior acumulado foi registrado em Caconde (SP), na Média Mogiana, com 122,7 mm, enquanto Patrocínio (MG) apresentou apenas 19,4 mm, o menor índice do período

Na região do Cerrado Mineiro, nenhum município superou 57,8 mm de precipitação, valor observado em Rio Paranaíba.

Já Manhuaçu, nas Matas de Minas, acumulou 70 mm. As chuvas concentraram-se principalmente no primeiro e no terceiro decêndios do mês, com maior intensidade no início de outubro.

Clima com forte amplitude térmica

As temperaturas médias permaneceram abaixo da média histórica na maior parte das localidades, com exceção de Guaxupé e Monte Carmelo, que apresentaram leve elevação.

São José do Rio Pardo (SP) registrou a maior máxima do mês, com 37,6 °C.

As mínimas ficaram abaixo de 14,4 °C em todos os municípios, com destaque para Campestre, que atingiu 7,3 °C.

Essa elevada amplitude térmica pode interferir no metabolismo das plantas, aumentando o consumo energético, reduzindo a disponibilidade de carboidratos e afetando processos essenciais ao crescimento vegetativo e ao enchimento dos grãos.

Armazenamento de água no solo segue limitado

Mesmo com a ocorrência de chuvas em outubro, não houve excedente hídrico.

Pelo contrário, o déficit foi elevado em todas as regiões, alcançando 89,5 mm em Coromandel. Nova Resende apresentou o menor déficit, com 4,1 mm.

O armazenamento de água no solo variou entre apenas 1,7% e 51,6% da capacidade total, evidenciando a limitação hídrica enfrentada pelas lavouras no período.

Novembro: mais chuva, mas ainda de forma irregular

Em novembro, os volumes de precipitação aumentaram, porém sem regularidade.

Monte Santo de Minas acumulou 337,2 mm, enquanto Manhuaçu registrou 99,2 mm. As chuvas ocorreram ao longo dos três decêndios, com maior concentração no final do mês.

As temperaturas mantiveram comportamento irregular.

São José do Rio Pardo voltou a registrar a maior máxima, com 35,9 °C, e Cabo Verde apresentou a menor mínima, de 9,7 °C, mantendo o cenário de elevada amplitude térmica.

Excedente hídrico

Com o retorno das chuvas, alguns municípios apresentaram melhora no armazenamento de água no solo.

No entanto, Alpinópolis merece atenção, com apenas 111,6 mm de chuva e armazenamento de 24%.

Em determinadas localidades, a ocorrência de pancadas intensas gerou excedente hídrico, chegando a 172,3 mm em Monte Santo de Minas.
Esse excesso é o que o solo não consegue absorver, resultando em escoamento superficial.

Manejo do solo é essencial nesta fase da lavoura

As lavouras estão em fase de intenso crescimento vegetativo e avançam para a expansão dos frutos, período que demanda elevada disponibilidade de água, nutrientes e manejo fitossanitário adequado.

Veranicos, altas temperaturas, desequilíbrios nutricionais e pragas podem comprometer tanto o desenvolvimento dos frutos quanto o crescimento das plantas.

Diante desse cenário, a Cooxupé reforça a importância da adoção de práticas conservacionistas, como o uso de mix de plantas de cobertura nas entrelinhas, além do monitoramento constante de pragas e doenças, como broca, phoma e antracnose.

Atenção ao clima e ao solo garante sustentabilidade da produção

O início do período chuvoso exige manejo adequado para conservação do solo, controle de enxurradas e mitigação da erosão hídrica.

Segundo a Cooxupé, o acompanhamento climático contínuo e a adoção de boas práticas agrícolas são fundamentais para preservar o potencial produtivo e a sustentabilidade da cafeicultura.

Os dados completos do monitoramento estão disponíveis para consulta na página oficial da Cooxupé.

Por Hub do Café

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