Eu Amo o Brasil

🇧🇷 Amor ao Brasil (mesmo querendo ir pra China) Paulo Vieira e o resgate de um país possível Em sua nova crônica, Fabio BISPO mistura bom humor e reflexão para falar do amor ao Brasil em tempos difíceis. Entre trens da China e o Boi Bumbá, ele revela como Paulo Vieira, com seu olhar afiado e generoso, reacendeu o orgulho de ser brasileiro. Um texto sobre cultura, identidade e esperança — mesmo quando tudo parece fora dos trilhos. #PauloVieira #CrônicaBrasileira #IdentidadeCultural #JFPNoticias #MonteSantodeMinas #Noticias #BrasilQueDáCerto #CulturaNacional #BoiBumbá #FuturoDoBrasil

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Por Fabio BISPO

Sim, eu amo o Brasil. Amo esse país que adora futebol e tem alma de festa. Mas, veja bem, às vezes dá vontade de pedir pra descer.
De arrumar uma passagem só de ida pra China. Você já viu os trens da China? Aquilo não é transporte, é ficção científica em tempo real.
Enquanto aqui a gente ainda espera no ponto com esperança.

Confesso: teve um dia desses em que eu bati o martelo. Decidi que não dava mais. Cansei da desigualdade crua, do racismo escancarado, da política feita com o fígado e não com o cérebro.
O país virou uma discussão sem ponto final. E cada dia, parece, se divide mais, como resto de almoço em geladeira de república.

Mas aí veio ele: Paulo Vieira.

Esse homem, esse gênio, esse cronista da graça e da dor. Ele me mostrou um outro Brasil. O Brasil que sorri mesmo com o dente quebrado. O Brasil da gargalhada que cura. Paulo me resgatou com vídeos, textos e uma oratória que mistura riso e reflexão na mesma colherada. Ele, junto com minha afilhada Ana Clara, me fez trocar o Rei Leão pelo Boi Bumbá. E isso, meu amigo, é revolução.

Voltei a enxergar a raiz. A nossa gente. O povo preto. A música que arrepia. A religiosidade que acalma. A culinária que consola. O Brasil que existe entre uma dança no Pará e um samba na Lapa. Um país que já pariu Dandara, Chico Buarque, Fernanda Montenegro e Machado de Assis. E que hoje bota no mundo Emicida, Liniker, Paulo Vieira e Marina Silva.

Ainda tem muita coisa errada, é claro. Mas também tem muita coisa nascendo certa.

E os trens da China?

Ah, eu acredito. Um dia eles vão passar por aqui. Rasgando o país de norte a sul, conectando culturas, aproximando sotaques, encurtando distâncias. E quando esse dia chegar, vou estar na plataforma. Mochila nas costas, caderno na mão, coração no Brasil.

Por Fabio BISPO, um observador do brasil.

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esse país ainda tem salvação

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