1º Encontro da Cafeicultura Moderna de Patrocínio destaca inovação e pesquisa

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Evento promovido em parceria com a Cooxupé marcou a inauguração de campo experimental e apresentou orientações sobre o uso da matéria orgânica no café

O 1º Encontro da Cafeicultura Moderna de Patrocínio, realizado em outubro, reuniu produtores, técnicos e profissionais do setor para compartilhar conhecimentos sobre tecnologias, pesquisas e práticas sustentáveis na produção de café.

O evento também marcou a inauguração do campo experimental “Alysson Paolinelli Pioneiros do Café”, desenvolvido por meio de uma parceria entre a Cooxupé, a Unicerp e a Santinato Cafés, em Patrocínio (MG).

A programação contou com três palestras técnicas, incluindo uma apresentação sobre o uso prático da matéria orgânica nas lavouras.

O encontro teve como proposta aproximar os cafeicultores de resultados de pesquisas e de orientações para melhorar o manejo, a produtividade e a sustentabilidade da atividade.

Segundo Mário Ferraz de Araújo, gerente do Departamento Técnico da Cooxupé, a iniciativa busca ampliar o acesso dos cooperados e dos profissionais de assistência técnica aos conhecimentos mais recentes sobre a cafeicultura.

“O principal objetivo é disponibilizar para nossos cooperados, técnicos e extensionistas da região os conhecimentos mais atuais para uma condução mais técnica e sustentável da cafeicultura.

Estamos muito satisfeitos em realizar esse encontro no Cerrado Mineiro, uma região que demanda alta tecnologia para a produção de café”, destaca.

O gerente também ressalta que a proposta é tornar o encontro uma atividade permanente.

“Esse evento passará a fazer parte do nosso calendário. Todos os anos, vamos realizar essa iniciativa na estação experimental”, afirma.

1º Encontro da Cafeicultura Moderna de Patrocínio inaugura campo experimental

Um dos destaques do evento foi a inauguração do campo experimental “Alysson Paolinelli Pioneiros do Café”, que permitirá desenvolver pesquisas voltadas às condições de produção da região.

De acordo com Felipe Santinato, da Santinato Cafés, a estrutura reúne estudos com novas variedades de café, espaçamentos, calagem e diferentes níveis de adubação, acompanhando as necessidades de uma cafeicultura que busca novos patamares de produtividade.

“Esse evento celebra a inauguração de um campo experimental inédito em Patrocínio, com novas variedades de café e trabalhos de espaçamento, calagem e adubação para a cafeicultura moderna”, explica.

Felipe destaca que os resultados também poderão ser comparados aos de outros campos experimentais, permitindo identificar quais práticas apresentam melhor desempenho em diferentes regiões produtoras.

“Os manejos precisam ser adaptados a cada região.

Essa adaptação deve ser feita com pesquisa séria, seguindo metodologias corretas e considerando também os resultados observados nas propriedades que recebem assistência técnica”, ressalta.

Além das pesquisas, o espaço terá papel importante na capacitação de profissionais.

Segundo Felipe, a equipe da Cooxupé já participou de um treinamento no local, com atualização de conceitos e troca de conhecimentos sobre as novas exigências da cafeicultura.

Matéria orgânica contribui para a saúde do solo e a produtividade

Entre os temas abordados nas palestras, o uso prático da matéria orgânica recebeu destaque pelos benefícios ao solo e ao desenvolvimento do cafeeiro.

O engenheiro agrônomo Roberto Santinato, da Santinato Cafés, explicou que a matéria orgânica pode ser produzida dentro da própria lavoura, por meio de resíduos da derriça e das podas, ou incorporada a partir de fontes externas, como os estercos.

“A matéria orgânica é a vida do chão. Quando associamos seu uso à adubação química, conseguimos melhorar as condições do solo e alcançar ganhos de produtividade”, afirma.

Segundo o especialista, a combinação entre matéria orgânica e fertilizantes minerais pode contribuir para reduzir o uso de adubos químicos e melhorar o aproveitamento dos nutrientes.

Ele cita resultados de pesquisas que apontam aumentos de produtividade entre 6% e 10%, dependendo das condições de manejo.

Roberto também aponta que fontes orgânicas, como o esterco de galinha, fornecem nutrientes de forma gradual, favorecendo o desenvolvimento das plantas.

“É preciso trabalhar com a matéria orgânica associada à adubação química.

As duas se completam e podem proporcionar mais produtividade e retorno econômico ao cafeicultor”, explica.

Benefícios para o solo e o cafeeiro

Para Tarcísio Barbosa de Moraes, engenheiro agrônomo do Departamento Técnico da Cooxupé, os benefícios da matéria orgânica vão além do fornecimento de nutrientes.

“Ela é muito mais do que uma simples adubação.

É um condicionador do solo que traz vida e saúde para a terra, melhora o enraizamento do café, aumenta a retenção de umidade e promove o crescimento das raízes e da parte aérea, contribuindo para o aumento da produtividade”, destaca.

A adoção dessas práticas, aliada ao acompanhamento técnico e às pesquisas regionais, contribui para que os cafeicultores tomem decisões de manejo mais adequadas às características de suas propriedades.

Confira o novo episódio do Cooxupé em Foco e conheça mais detalhes sobre o 1º Encontro da Cafeicultura Moderna de Patrocínio, a inauguração do campo experimental e os benefícios do uso da matéria orgânica nas lavouras de café.

Por Hub do Café

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Encontro da Cafeicultura Moderna

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