Mulheres já lideram cerca de 947 mil propriedades rurais no Brasil

Liderança feminina cresce e mulheres já comandam cerca de 947 mil propriedades rurais no Brasil Dados do IBGE e levantamentos do setor agro 🚜 destacam a importância do crédito rural e da autonomia econômica no Dia Internacional das Mulheres Rurais. Celebrado em 15 de outubro, o Dia Internacional das Mulheres Rurais ressalta a ascensão da liderança feminina no campo. Dados do Censo Agropecuário do IBGE revelam que 19% dos estabelecimentos agropecuários no Brasil, cerca de 947 mil propriedades, são gerenciados diretamente por mulheres, enquanto mais de 30% possuem gestão compartilhada. Especialistas do setor financeiro e de microcrédito rural apontam que, apesar do protagonismo na agricultura familiar, na agroecologia e na gestão dos negócios, as produtoras ainda enfrentam desafios na formalização de renda, regularização fundiária e acesso a linhas de financiamento como o Pronaf Mulher. A ampliação do crédito e da tecnologia surge como fator crucial para fortalecer a autonomia feminina e assegurar a sucessão familiar nas propriedades rurais. #JFPNoticias #MonteSantodeMinas #Noticias #MulheresNoCampo #DiaDaMulherRural #AgroFeminino #CréditoRural #AgriculturaFamiliar

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Dia Internacional das Mulheres Rurais destaca avanço da participação feminina no campo e desafios no acesso a crédito, tecnologia e autonomia financeira

A presença feminina no campo vai muito além do trabalho familiar e da produção agrícola.

Cerca de 19% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros são dirigidos diretamente por mulheres, o equivalente a aproximadamente 947 mil propriedades rurais, segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE e levantamentos sobre a participação feminina no setor.

Em mais de 30% das propriedades, a gestão é compartilhada entre homens e mulheres.

Os números ganham destaque às vésperas do Dia Internacional das Mulheres Rurais, celebrado em 15 de outubro, data criada para reconhecer a contribuição das mulheres para a produção de alimentos, o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade das comunidades rurais.

Para Kelvia Carneiro, da Cactvs, instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central que atua com soluções de microcrédito voltadas a empreendedores e produtores rurais, o crescimento da participação feminina na gestão das propriedades também reforça a necessidade de ampliar as condições para que essas mulheres possam investir em suas atividades.

“A mulher rural já exerce um papel fundamental na produção e na gestão das propriedades, mas ainda enfrenta barreiras para transformar esse trabalho em maior autonomia econômica.

O acesso ao crédito, à informação e a instrumentos que permitam investir na produção é fundamental para que ela consiga ampliar sua atividade e tomar decisões com mais independência”, afirma.

Mulheres ampliam participação nas propriedades rurais

Além da gestão direta das propriedades, a participação feminina também é expressiva na agricultura familiar, na agroecologia, no processamento de alimentos e nas atividades que agregam valor à produção.

Em muitos casos, porém, o trabalho das mulheres permanece associado à atividade familiar e não é formalizado como ocupação remunerada.

Outro desafio está no acesso aos recursos necessários para investir na própria produção.

A titularidade da terra, por exemplo, ainda pode dificultar a obtenção de crédito, principalmente quando a propriedade ou os documentos utilizados como garantia não estão em nome da produtora.

Crédito pode ampliar autonomia no campo

Linhas de financiamento específicas para mulheres, como o Pronaf Mulher e Quintais Produtivos, representam uma alternativa para ampliar a participação feminina nas decisões econômicas da agricultura familiar.

O crédito pode ser utilizado para investimentos produtivos, aquisição de equipamentos, melhoria da estrutura da propriedade e desenvolvimento de novas atividades.

Na avaliação de Kelvia, facilitar o acesso a recursos financeiros é também uma forma de fortalecer a permanência das mulheres no campo.

“Quando uma produtora consegue acessar crédito para melhorar sua produção, comprar equipamentos ou diversificar a atividade, o recurso deixa de ser apenas um financiamento e passa a ser uma ferramenta de desenvolvimento.

Isso fortalece a renda da família e a própria autonomia da mulher dentro da propriedade”, explica.

Participação feminina também impacta a sucessão rural

A necessidade de ampliar essas oportunidades também está relacionada ao processo de sucessão rural.

Com maior participação na gestão e nas decisões financeiras, as mulheres passam a ocupar um espaço estratégico na continuidade dos negócios familiares e na modernização das propriedades.

Outro ponto de atenção é a chamada dupla ou tripla jornada. Além das atividades produtivas, muitas mulheres rurais acumulam responsabilidades domésticas e de cuidado com filhos e familiares, reduzindo o tempo disponível para capacitação, gestão e desenvolvimento de novos negócios.

Para a especialista, reconhecer essa realidade é importante para que políticas públicas e iniciativas do setor privado considerem as necessidades específicas das produtoras.

“Não basta reconhecer que as mulheres estão no campo.

É preciso criar condições para que elas tenham acesso aos mesmos instrumentos de desenvolvimento, possam investir na produção e participem efetivamente das decisões sobre o negócio rural”, conclui Kelvia.

Por Hub do Café

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