Abelha Mandaguari aumenta a produtividade do café arábica e reforça papel dos polinizadores

Abelha mandaguari pode elevar a produtividade do café arábica em até 67% Estudo da Embrapa Meio Ambiente 🐝 comprova que o manejo de abelhas nativas fortalece a cafeicultura sustentável sem a necessidade de expansão de área cultivada. Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente, em parceria com instituições nacionais e internacionais, revelou que o uso da abelha mandaguari (Scaptotrigona depilis) na lavoura pode aumentar a produção de frutos de café arábica em até 67%. A pesquisa constatou que, mesmo em variedades autocompatíveis, a presença de cerca de dez colônias por hectare instaladas antes da florada eleva significativamente o rendimento dos cafezais. Além dos ganhos diretos em eficiência e sustentabilidade, o levantamento indicou que é viável conciliar a conservação dos polinizadores com o manejo fitossanitário responsável. A integração de abelhas nativas desponta como uma estratégia fundamental para fortalecer a resiliência do setor frente às adversidades climáticas e às crescentes exigências do mercado global. #JFPNoticias #MonteSantodeMinas #Noticias #AbelhaMandaguari #Cafeicultura #Embrapa #CaféArábica #Agronegócio

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Estudo aponta que manejo de abelhas nativas pode elevar a produção e contribuir para uma cafeicultura mais sustentável

A atuação de polinizadores na lavoura ganha cada vez mais relevância, e a abelha mandaguari no café tem se destacado nesse cenário.

Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente, em parceria com instituições nacionais e internacionais, mostrou que o manejo dessa espécie pode aumentar em até 67% a produção de frutos do café arábica.

Como a abelha mandaguari impacta a produção

A pesquisa avaliou o efeito da polinização realizada pela espécie Scaptotrigona depilis, conhecida como mandaguari.

Os resultados indicaram que ramos localizados próximos às colônias apresentaram produtividade significativamente maior em comparação aos mais distantes.

Mesmo em cultivares autocompatíveis, que não dependem de polinização cruzada, a presença das abelhas contribui para ganhos expressivos, reforçando a importância dos polinizadores para a cafeicultura.

Manejo planejado

Para chegar aos dados, os pesquisadores instalaram colônias em áreas de cultivo antes do período de florada, em uma média de dez colmeias por hectare.

A comparação entre diferentes áreas permitiu associar diretamente o aumento de produtividade à atividade das abelhas.

Os resultados fazem parte de uma linha mais ampla de estudos sobre a relação entre café e polinizadores no Brasil, que vem sendo desenvolvida desde 2021 em lavouras comerciais.

Sustentabilidade e produção caminham juntas

Além do impacto produtivo, o estudo também avaliou a convivência entre polinizadores e o manejo fitossanitário.

Mesmo com a presença de resíduos defensivos, não foram identificados efeitos significativos na saúde das colônias, desde que respeitadas as recomendações técnicas.

Esse cenário indica que é possível conciliar produtividade e conservação da biodiversidade, integrando práticas agrícolas mais sustentáveis ao dia a dia do campo.

A importância da produtividade

O avanço da produtividade ocorre em um momento de pressão sobre o mercado mundial de café, com consumo crescente e oferta ajustada.
Fatores climáticos adversos em grandes países produtores também têm impactado o equilíbrio do setor.

Nesse contexto, estratégias como o uso da abelha mandaguari no café surgem como alternativas para aumentar a eficiência produtiva sem a necessidade de expansão de áreas, fortalecendo a resiliência da cafeicultura.

Quer entender mais sobre práticas sustentáveis no campo? Confira outros conteúdos sobre manejo, inovação e produtividade no Hub do Café e descubra como a cafeicultura brasileira tem evoluído com tecnologia e responsabilidade ambiental.

Por Hub do Café

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Polinização e produtividade no café

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