Como funciona um dia de colheita de café nas lavouras?

Planejamento e logística marcam rotina da colheita nas propriedades Coordenador técnico da Cooxupé detalha o funcionamento diário das fazendas durante o período mais crítico do ano agrícola, destacando gestão de qualidade, segurança e conformidade trabalhista. 🏠 O avanço da safra cafeeira transforma o cotidiano das propriedades rurais em Monte Santo de Minas e região, exigindo dos cafeicultores uma verdadeira operação de guerra que se estende de maio a setembro. Eduardo Renê da Cruz, Coordenador de Desenvolvimento Técnico da Cooxupé, explica que o sucesso da colheita depende de um planejamento minucioso que vai muito além da retirada do grão do pé. A rotina diária exige atenção rigorosa ao ponto de maturação dos talhões, monitoramento constante do clima para evitar perdas na secagem e um gerenciamento financeiro preciso para o pagamento de mão de obra. Além disso, os produtores contam com o suporte da cooperativa para garantir a segurança no transporte do café beneficiado e para cumprir as exigências da legislação trabalhista nas frentes de trabalho. #JFPNoticias #MonteSantodeMinas #Noticias #ColheitaDoCafé #Cooxupé #Safra2026 #GestãoNoCampo #Cafeicultura #VidaNaRoça #SulDeMinas

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Entenda como trabalhadores, máquinas e planejamento se unem para garantir o andamento da safra nas propriedades

A colheita de café mobiliza uma verdadeira operação diária nas propriedades brasileiras.

Esse período, que vai de maio até setembro, movimenta trabalhadores, máquinas e logística nas regiões cafeeiras.

Mas, como funciona a engrenagem diária da safra, desde o início da manhã até o encerramento das atividades? Para entender como é a realização desse trabalho na área de atuação da Cooxupé, o Coordenador de Desenvolvimento Técnico da cooperativa, Eduardo Renê da Cruz, detalha todas as fases.

De acordo com ele, a colheita é a etapa mais importante do ano para o cafeicultor.

“É o momento de fechamento do ano agrícola, quando é possível mensurar o resultado de todas as ações implementadas na lavoura ao longo ano.

Mas é também o ciclo mais crítico, com muita demanda de mão de obra na propriedade e maior presença de pessoas trabalhando”, explica.

Durante esses meses, é feito o manejo pós-colheita nas estruturas da propriedade, operação que também demanda muita mão de obra.

“Este trabalho é realizado por uma equipe diferente daquela que está colhendo, porque demanda acompanhamento o dia todo.

E, em algumas fazendas, a secagem é feita até durante a noite. Portanto, a rotina de um cooperado durante este período é bem intensa”, reforça.

Atenção aos detalhes durante a colheita de café

Segundo Eduardo Renê, os cooperados precisam estar atentos às lavouras para decidir qual talhão está no ponto correto de colher, além de cuidar da contratação de mão de obra ou de máquinas onde o trabalho é mecanizado.

Ao mesmo tempo, é necessário acompanhar de perto o café que já foi colhido, se está sendo manejado da forma correta, para não perder a qualidade.

“Para isto, é fundamental ficar de olho no clima, pois se tiver previsão de chuvas, tem que reduzir o ritmo ou interromper a colheita de café.

O ritmo tem de ser observado também para evitar um excesso de café nas estruturas de pós-colheita.

O planejamento é fundamental para que a estrutura de secagem consiga dar conta do volume colhido diariamente”, afirma.

Por outro lado, o cafeicultor ainda precisa verificar as lavouras, se a colheita está sendo bem feita, como estão as pragas e doenças, programar as pulverizações do período que são importantes para garantir a boa condição da planta para a próxima florada que está chegando.

Enquanto isso, é preciso programar os recursos para pagamento dos funcionários, já que o período demanda grande volume de dinheiro.

“Durante a safra, é necessário ficar de olho também no mercado de café para aproveitar alguma oportunidade de venda e já ficar atento ao mercado de insumos.

Isso porque é um momento em que o resultado das análises de solo já está ficando pronto e o produtor sabe quais os fertilizantes vai precisar para a próxima safra.

E, com isso, deve ficar atento para aproveitar as oportunidades de compra e programar o recebimento dos insumos”, avisa o coordenador.

Segurança na propriedade

De acordo com o especialista, a safra é um período que o produtor ainda deve ficar atento à questão da segurança na propriedade.

Com o café colhido, o risco de roubo aumenta, já que a saca tem um valor agregado elevado e pode ser alvo de criminosos.

“Por isso, enquanto o café é beneficiado, o cooperado precisa programar o transporte e o depósito em um local seguro.

Quando ele envia o produto para a Cooxupé com um transporte credenciado, já sai da propriedade com seguro, o que é uma grande vantagem, porque é menos uma preocupação para ele”, detalha.

Tecnologia no campo

A cafeicultura mudou bastante nos últimos anos, com a presença maior de máquinas e tecnologia no campo.

Eduardo Renê esclarece que, normalmente, as lavouras localizadas em terrenos mais planos são colhidas com máquinas grandes tracionadas por trator ou automotrizes.

“Com exceção das lavouras novas de primeira e segunda safras e lavouras que são brotas de recepa, que ainda são colhidas manualmente porque a eficiência com máquinas não é boa.

Já as lavouras adultas localizadas em terrenos com maior declividade são colhidas, na maioria, com derriçadeiras manuais.

Para cada situação, tem um tipo de colheita de café mais viável. Em qualquer cenário, é grande a demanda por mão de obra humana neste momento”, enfatiza.

Orientação técnica e suporte ao cooperado

Durante o período da safra, os produtores associados podem contar com a Cooxupé para orientação técnica e suporte ligado à qualidade, sustentabilidade e boas práticas de trabalho.

“A equipe técnica e o Departamento de Classificação auxiliam o cooperado nas orientações para obter a melhor qualidade possível.

Afinal, se o café for mal manejado na pós-colheita, pode ter uma depreciação significativa e comprometer o resultado do ano do cafeicultor”, orienta o coordenador da cooperativa.

Já a equipe de sustentabilidade orienta o cooperado nas questões trabalhistas neste momento de grande demanda de mão de obra.

O objetivo é que o cafeicultor siga as exigências da legislação trabalhista, com contratação formal dos funcionários, transporte seguro, moradia adequada, entrega de equipamentos de proteção individual, fornecimento de água potável, banheiro e refeitório nas frentes de trabalho nas lavouras.

“É muito importante seguir estas orientações para garantir boas condições e segurança para os trabalhadores durante a colheita de café”, completa Eduardo Renê.

Mais informações para uma safra eficiente

A rotina nas propriedades durante a safra envolve muito mais do que a retirada dos frutos das plantas.

Planejamento, qualidade, logística, sustentabilidade e gestão fazem parte das decisões que impactam os resultados do produtor.

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Rotina colheita de café

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