Estudo relaciona índice de conexão à produtividade das lavouras. Em Minas Gerais, 67,8% dos 886 mil hectares estão conectados

O levantamento da ConectarAGRO em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) mostra que 69% da área de café no Brasil, equivalente a 1,27 milhão de hectares, já possui acesso à internet 4G ou 5G.
Antes de mais nada, a notícia é do site Globo Rural.
Ademais, o índice supera o de outras culturas como soja e cana. Porém, os 31% sem conexão ainda limitam competitividade internacional e rastreabilidade, conforme Renato Coutinho, diretor da ConectarAGRO.
“É positivo, mas não totalmente satisfatório. Há uma limitação para crescer em competitividade internacional e cumprimento de exigências de rastreabilidade”, argumenta.
Minas Gerais: retrato do país
Em Minas Gerais, maior estado produtor, 67,8% dos 886 mil hectares estão conectados. Contudo, áreas montanhosas e pequenas propriedades reduzem a média estadual.
Segundo o estudo, a produtividade se relaciona diretamente à conectividade. Monte Carmelo, no Cerrado Mineiro, tem 81,9% da área conectada e produz 42 sacas por hectare.
Já Boa Esperança, com 61,8% conectados, rende apenas 18 sacas.
Internet
Em princípio, os nove mil hectares do Grupo Sementes Gaúcha, divididos em seis fazendas nos municípios mineiros de Presidente Olegário e Paracatu, são conectados.
Nos 517 hectares de café, a responsável pela área de grãos especiais, Karina Seibt, não consegue enxergar mais o negócio sem acesso à internet em cada uma das etapas, da colheita ao beneficiamento.
“Nossas máquinas para o beneficiamento do café são todas automatizadas, o que nos garante precisão.
Temos um trabalho com alta tecnologia e o mínimo de riscos possíveis de erros”, afirma Karina Seibt, responsável pela área de grãos especiais do Grupo Sementes Gaúcha.
Além disso, ela destaca também a importância da conectividade para atender as novas exigências do setor.
“Nossos cafés especiais têm a rastreabilidade do Cerrado Mineiro. Com QR Code é possível acompanhar toda a trajetória do grão”, afirma.
Produtividade e conexão
Desde já, com larga vantagem de território cafeeiro para os outros Estados, Minas Gerais possui os dez municípios com maiores áreas de café no Brasil.
E entre eles, existem cenários distintos de produtividade e conexão, que estão diretamente relacionados.
Todavia, Monte Carmelo, no Cerrado Mineiro, apresenta um índice acima da média, de 81,9% da sua área de 17 mil hectares de café conectada.
Bem como produtividade média de 42 sacas por hectare. Já Boa Esperança, com os mesmos 17 mil hectares, produz 18 sacas de café por hectare, com 61,8% da sua área com boa conexão.
“Isso evidencia que a conectividade é um componente-chave para o aumento da eficiência e da rentabilidade nas lavouras.
Especialmente quando aliada a boas práticas agrícolas e acesso a crédito e assistência técnica”, destaca o estudo.
Outros estados
O Paraná lidera com 81,8% de seus 34 mil hectares de café conectados.
O Espírito Santo registra 79,5% e São Paulo 76,3%. De acordo com a ConectarAGRO, esses estados mostram avanço em inclusão digital no campo.
No entanto, Bahia e Goiás ainda apresentam índices baixos.
Na Bahia, apenas 40,7% da área de 55,8 mil hectares têm internet. Em Goiás, só 10,5% dos 5 mil hectares estão conectados.
Desafios e perspectivas
Por sua vez, produtores apontam que a conectividade já impacta todas as etapas, da colheita à gestão administrativa.
Contudo, ainda faltam investimentos em inclusão digital para ampliar o uso de tecnologias em tempo real.
Por: Hub do Café
#ConectividadeRural #Cafeicultura #InternetNoCampo #TecnologiaAgrícola #Produtividade #Café #MinasGerais #InovaçãoNoAgro #Agronegócio #HubDoCafé
Internet nos cafezais






